sexta-feira, 1 de abril de 2011
A aguardar ...
Não era feliz. Sentia-se em alguns momentos. Coisa temporária, nada duradoura. Dizia a si mesma: porque? Família tinha. Amigos tinha. Não era feia, nem tão bela. Talvez fosse na medida certa. Ou não, afirmação incerta. Inteligência buscava nos livros. Sabedoria na obeservação. Conhecera muitas pessoas, em diferentes lugares. E há de conhecer ainda mais. Mas falta-lhe sempre algo. Que será? - dizia a si mesma.
Não era egoísmo ou orgulho. Possuia muito amor próprio. Possuia a vontade sagaz de se despreender do comum. Nisso, evitava certas pessoas. Evitava TENTAR qualquer tipo de relacionamento amoroso. Buscava profundidade, num ambiente infestado de superficialidade. É isso, não a encontrava. Gostava é das exceções, e não das regras. Exigente? talvez nasceu para assim o ser. Até o momento deixou de VIVER muita coisa. Muita coisa para os outros. Para ela, não era nada. Nada que a atraisse, nada que preendesse verdadeiramente sua atenção. E nisso, vai vivendo com a falta de algo. Mas prefere assim, a viver aparentemente com a presença. Paciência tem, e muita. O tempo a fez adquiri-la. Talvez goste é das coisas a demora, ao tempo certo. Para serem as coisas intensas, como quer que sempre seja.
O coração um quanto que enferrujado, apenas pede: ' um amor e um café, quentes por favor.' O café ela o tem todos os dias, se quiser. O amor, precisa aguardar ...
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