quinta-feira, 21 de julho de 2011


      Boa parte dos anos já vividos, caminhei com o auxílio de alguém, especialmente, dos meus pais. Cresci ouvindo "Isto é certo, aquilo é errado", foram moldando-me, ensinando o que os seus pais lhe passaram, o que a vida os ensinou. Arraizou-se os aprendizados, eu os agradeço por isso. Mas me deparo, já quase na casa dos 20 com realidades novas, diferentes. Por vezes fico desorientada. Última noite pensei muito, com a certeza da qual nunca tivera antes. Tive a certeza do que eu quero para MINHA VIDA. Com o pouco que conheço de mim, pude discernir como posso direcionar ela, para o que de fato tenha sentido para mim. Entre em jogo a tão almejada felicidade, a paz de espírito.
      Eu estudo, faço um curso, pela maioria, dito excelente. Abre muitas possibilidades, remunerações altas, dependendo do cargo. Afinal, pra quê você estuda, Cecília? Nunca tinha parado pra pensar nessa questão com profundidade, olhe só... vou a faculdade, as vezes não vou, assisto aula e aí? qual o objetivo? Incoscientemente sempre pensei: dar orgulho aos meus pais com um diploma, fazer valer o dinheiro gasto com estudos, moradia, alimentação e lazer, ter uma profissão e ganhar dinheiro. Hoje, conscientemente, o que de fato QUERO é não ganhar muito dinheiro, SE não souber como usá-lo. É não ter um diploma, e trabalhar numa área que não gosto, que não faça a diferença, que não me possibilite mudar algo para melhor.
No campo profissional da vida, por enquanto, é isso de que tenho CERTEZA que quero.
    Vejamos, no campo emocional. Quero estar cercade de amigos, não colegas. Quero perto de mim, pessoas que me transmitam sentimentos bons, de tranquilidade, de amor, de respeito, de positividade, de esperança. Não quero aquelas, pobres de espírito, invejosas, rancorosas, inflexíveis, ignorantes, futeis.
Eu quero sempre poder acalentar alguém com palavras, quero ser somente amor e paz, para que todos venham a mim pelo que sou, nunca pelo que tenho. Quero pessoas profundas que me enriqueçam, que me mostrem possibilidades diversas para melhor se viver a vida.
Quero um companheiro, aquele com quem terei diálogo, cumplicidade, confiança, lealdade e sinceridade. O que tentará e será o melhor pai para um filho. Que juntos vamos criar ser ou seres humanos melhores, para florir essa terra para que ela renda bons frutos, de que tanto anda necessitando.
      Eu quero mais Natureza, menos asfalto. Talvez tenha uma casa de campo ou uma fazenda. Para que possa ir sempre desfrutar dessa mãe, que nada pede, tudo doa. Doa sua beleza à visão, doa ar puro ao olfato, doa sons, ruídos agradáveis aos ouvidos, doa alimento para o paladar, doa aconchego e paz à alma.
      Eu quero é viver BEM, feliz, saudável. Quem sabe até os Cem...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A aguardar ...


Não era feliz. Sentia-se em alguns momentos. Coisa temporária, nada duradoura. Dizia a si mesma: porque? Família tinha. Amigos tinha. Não era feia, nem tão bela. Talvez fosse na medida certa. Ou não, afirmação incerta. Inteligência buscava nos livros. Sabedoria na obeservação. Conhecera muitas pessoas, em diferentes lugares. E há de conhecer ainda mais. Mas falta-lhe sempre algo. Que será? - dizia a si mesma.
Não era egoísmo ou orgulho. Possuia muito amor próprio. Possuia a vontade sagaz de se despreender do comum. Nisso, evitava certas pessoas. Evitava TENTAR qualquer tipo de relacionamento amoroso. Buscava profundidade, num ambiente infestado de superficialidade. É isso, não a encontrava. Gostava é das exceções, e não das regras. Exigente? talvez nasceu para assim o ser. Até o momento deixou de VIVER muita coisa. Muita coisa para os outros. Para ela, não era nada. Nada que a atraisse, nada que preendesse verdadeiramente sua atenção. E nisso, vai vivendo com a falta de algo. Mas prefere assim, a viver aparentemente com a presença. Paciência tem, e muita. O tempo a fez adquiri-la. Talvez goste é das coisas a demora, ao tempo certo. Para serem as coisas intensas, como quer que sempre seja.

O coração um quanto que enferrujado, apenas pede: ' um amor e um café, quentes por favor.' O café ela o tem todos os dias, se quiser. O amor, precisa aguardar ...

quarta-feira, 23 de março de 2011

A um coração ...

"Pensar é um ato. Sentir é um fato" ( Clarice Lispector )

Ei, como vai? Consegue parar, alguns instantes que seja, para uma conversa?
Não posso, desta tarefa não posso me ausentar.
Entendo ... Uma pena! a conversa seria útil. Até uma próxima ...
Espere! pensando melhor, não é a primeira vez que você tenta alguma aproximação, é algo importante? se não for, é melhor mesmo ir, pois desta tarefa não posso me ausentar ...
Sim, creio ser algo de extrema importância. Mas que diabos ser essa tarefa que não pode se ausentar?
Tarefa de pulsar. Pulsar, pulsar, pulsar e pulsar ...
Oh! parece ser algo um tanto quanto monótono, não?
Sim, mas o que posso fazer? Sou um coração que ainda não encontrou outra tarefa, senão a de pulsar.
Que triste, meu amigo.
Somos amigos? desde quando?
Desde o momento em que vi a necessidade de ajudar-lhe. Amigo é pra essas coisas sabe, tenta ajudar, e mesmo se falhar, tentou; fez companhia ...
É, muitos já tentaram me ajudar. Todos falharam. Desanimei você?
Não. Eu não vou ajudar como os outros ajudaram. Dando dicas, relatando experiências, conselhos, contanto causos, entre outras coisas, que só o faz confundir-se mais e continuar na mesmice.
Só tenho uma coisa a dizer, e nisso se faz minha ajuda : não somos destinados somente a pulsar, há algo maior a se aprender. E não podemos ter medo das consequências que isso venha a nos acarretar.
Parece ter medo, meu amigo. Não tenha.
Ei, espera! Vem cá. Vai dizer só isso ?
Eu disse TUDO, que mais quer que eu diga?
O que isso significa? Quero dizer, o que tenho que aprender? Tenho medo de que?
Meu amigo, é tudo uma questão de SENTIR. Sinta e encontrará mais respostas do que perguntas.
Preciso ir agora. Também tenho que pulsar. Por hoje basta sentir.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

É proibido ...


É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.

É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,

Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual.
(Pablo Neruda)

Esse texto de Pablo Neruda, exemplifica algumas atitudes que, com toda certeza, deveriam ser proibidas de serem cometidas no curso de nossa existência. Como seres humanos, limitados que somos, não nos damos conta do quão importante é a reflexão diária de nossas atitudes, nossos erros, medos, incertezas, fraquezas que direta ou indiretamente atingem o próximo, bem como a nós mesmos.
Andei passando por inúmeras fases tensas: já estive desiludida, desacreditada, desesperada, triste, aparentemente feliz, enfim, fases que se foram, mas sei que podem voltar.... mas tentarei não permitir que isso ocorra.
Me perguntaram em que fase HOJE estou... Respondi : numa fase de ACEITAÇÃO.

Hoje, vejo certas coisas que antes não via ou me recusava a ver...
Hoje, aceito o sistema do qual estou inserida e que, infelizmente, não posso sair. E como diagnóstico tenho o meu próprio sistema, meu próprio mundo, meu próprio altar, quando quero me ausentar.
Hoje, aceito os defeitos das pessoas com quem me relaciono, apesar de crer que todos podemos mudar, podemos nos aprimorar, podemos ser melhores, podemos sempre ir além...
Hoje, vivo cada dia da semana, aproveito momentos especiais, com pessoas especiais, sem me preocupar tanto com pequenas coisas que, antes, tanto me preocupava. Criar rugas tão cedo, para quê, afinal? rs
Hoje, procuro sempre estar bem comigo mesma, para que as coisas boas desta vida estejam mais propícias a acontecer comigo e para que eu possa transmitir a melhor energia às pessoas e ao ambiente que me ronda.

Enfim, é fundamental entender que aceitar não é sinônimo de fraqueza, não siginifica desistir... Na verdade, é seguir adiante com otimismo, criar propósitos, caminhos, para que prossigamos na direção desejada e tenhamos sempre uma atitude saudável diante da vida. NAMASTÊ

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A "morte" necessária

Uma nova abordagem : como achei interessantíssimo o artigo que li, quero compartilhá-lo com as poucas pessoas que acessam esse blog. A imagem também diz muito. Diz até mais que as palavras.
Espero que reflitam, como eu refleti. E mais ainda: esforcem-se para colocar em prática as reflexões surgidas. Namastê!

Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e
isso é um erro. Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe
planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do
esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio!
A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
É a fronteira entre o passado e o futuro ...
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista
aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente. Quer ser um bom
profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que
acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro
ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinho, sem
ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém. Enfim, todo
processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior. E,
qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas
pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa
produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se
projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem
abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em
projetos inacabados, híbridos, adultos "infantilizados".
Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos
virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como:
brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade etc. Mas, se quisermos
ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para
passarmos a agir como adultos.
Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo
ou amiga) melhor e mais evoluído? Então, o que você precisa matar em si
ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser?
Pense nisso e morra! Mas, não esqueça de nascer melhor ainda! 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

É claro que o sol ...

"A Vida é cíclica. Existem dias bons ... Dias Ruins ... Dias bons e ruins ... O bom é que acima das nuvens está o Sol. Eventualmente ele aparecerá na sua vida, Iluminando seu caminho. Aquecendo seu ser e inspirando-o a alçar novos rumos. Como dizia a música, 'Let the sun shine on me...' "


Nos dias em que passei perdida na tempestade, o que fazia, por não saber o que fazer, era chorar. 
Por estar desacreditada, hesitei em pedir uma ajuda maior.
Por estar confusa, não arrisquei tomar rumo, todos pareciam não levar a lugar algum. 
Por estar magoada, negava-me a oportunidade de perdoar verdadeiramente e seguir em frente. Esquecer tudo o que passou. Lembrar que somos seres humanos, que errar é mesmo humano. 
É que certos erros, para mim, não são meros erros. É a falta de crer que, apesar de sermos de carne e osso, temos algo maior em nós, que nos permite não sermos levados por emoções e desejos terrenos ... 


Pois bem, Cecília. O que é certo, correto para você? Me diga, então?
O Certo, para mim, é o respeito para com nossas convicções, para o que de fato acreditamos ter siginificação.! É mais do que isso. É o respeito para com o próximo, seja esse, tão ou nem próximo assim. É tudo questão de respeito e aceitação! E para haver aceitação, precisamos estar sempre procurando aceitar o outro, e, é claro, nos aceitar primeiramente. 
Há um fluxo invisível à nós, que não nos permite sermos os mesmos. Que nos impulsiona à mudanças em todas as variáveis do nosso ser. Mas é preciso direcionarmos esse fluxo para mudanças boas, para que sejamos melhores a cada dia, buscando evoluir mentalmente e espiritualmente.


Estou tentando SENTIR essas mudanças que andam ocorrendo em mim e refletir junto à elas. E vos digo, me sinto, cada dia, melhor! Ando levando a sério essa minha incontrolável vontade de Autodescoberta. 
Quando enfim, alcancei a profundidade da tempestade, encontrei uma grande quantidade de energia; energia essa, emanada de minhas entranhas, e que desconhecia possuir. Encontrei também muitas pedras pelo caminho que percorri. E percebi que poderia pegar todas essas pedras, bem como toda a energia e, pouco a pouco, construir a minha fortaleza.


Essa tempestade passou. Mantive-me inteira, pois sei que outras virão. E que venham! Estou preparada para absorver os aprendizados que elas trazem consigo. O aperfeiçoamento que elas hão de possibilitar. 
Não há temeridade mais em mim. Pois agora sei que TODA tempestade é temporária. E sem menos esperar, as nuvens negras se vão e o céu cordialmente volta a se abrir, anunciando a chegada do tão aguardado sol.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Dois tempos


' Se eu fosse embora agora, será que você entenderia? Que há o tempo certo para tudo, cedo ou tarde chega o dia. Se eu fosse sem dizer palavras, será que você escutaria? O silêncio me dizendo que a culpa não foi sua. É que eu nasci com o pé na estrada, com a cabeça lá na lua ...' (Engenheiros do Havaii).

Temos apenas um tempo em comum.
Medido em horas, minutos, segundos, milésimos, dias, meses, anos ...
Se apenas este tempo existisse, poderíamos estar caminhando juntos, lado a lado, mãos dadas, coração uno.
No entanto, há um outro tempo. E ele não nos permite este tipo de caminhada.
É o tempo individual. Eu com o meu, você com o seu, cada um com o seu. O controle também é individual. Insisti em querer manipulá-lo, controlá-lo? Uma pena, esforços em vão.

Apesar da sintonia que o Universo tende a manter, ela não é possível. Cada tempo individual interfere para que isso não ocorra. Vejo, observo casais, chego até me arriscar em analisá-los. Há certas relações em descompasso. Muitas aliás, quase todas na verdade. Porque? O tempo individual não é respeitado.

Mas somos seres de insistência. Seres com pressa e com sede de amor. E na pressa, acabamos arriscando-nos. Pensamos estar amando, mas na verdade, é aquele tipo de amor que não alimenta; alimenta apenas o corpo. Amor superficial.  E na insistência, maltratamos nosso tempo. Enganamos nossos corações. Adiamos cultivar e sentir algo mais profundo. Coisa de alma, saca?

É isso! ... Meu tempo de amar é diferente do seu.

São dois tempos e, mesmo que queiramos, eles não caminham juntos ...