quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Sobre a motivação de escrever...

"(...) qualquer pessoa tem sempre uma boa história para contar, e faz parte da condição humana dividir um pouco de sua experiência com os outros".
Paulo Coelho

     Uma nova e surpreendente paixão veio a acanhar-me em 2009. Uma voz interna suplicou, quase implorando de joelhos, que queria conhecer a tal liberdade! Queria por que queria vir à tona, mostrar-se cativante à um mundo não muito preocupado com sensibilidades e sentimentos límpidos, mas mesmo assim, optou por ser ousada e corajosa. Sentimentos esses, talvez emanados de uma possível alma que, a cada dia busca, com uma sede quase incontrolável, se desprender do comum, do repetitivo, do mónotono curso da vida ... A escrita, sejá qual for e de quem for, é sempre uma manifestação de algo reprimido, sem dúvida. É uma tentativa de bordar maciez no tecido áspero do cotidiano.
     Constatado isso, encontrei no ato de escrever uma forma de escapar dessa realidade terrena que, muitas vezes, tanto me decepciona e atormenta. Percebi o prazer e a importância de passar para o papel alguns dos meus pensamentos. Digo alguns, pois são aos montes, sem previsão de hora e surgem em situações inusitadas que os tornam difíceis de serem canalizados e, mais ainda, expressá-los na forma escrita.
     Desde ano passado, 2009 em Uberaba, vejo a necessidade que eu tinha de realizar essa tarefa. No entanto, não era nítida a importância de concretizá-la. Assim sendo, apenas um texto foi escrito durante este ano. Porque este foi escrito? Simplismente, se assim não fosse, não conseguiria dormir. Já era madrugada e os pensamentos eram, a cada segundo, mais intensos. Foi preciso levantar, acender a luz, pegar uma folha, também um lápis e escrever. Tarefa concluída. Acalmei, me senti mais leve e pronta, para enfim, descansar o corpo ( a mente jamais descansa, a minha? Com toda a certeza! ). E foi assim ... percebendo o bem que me fez ter escrito, comecei a notar a importância. Imagino que agora não mais pararei. São apenas pensamentos, alguns banais e rotineiros; outros, no entanto, muito profundos e, por poucos, compreendidos. São fruto de uma sensibilidade que venho aperfeiçoando com o tempo. De uma observação mais peculiar, detalhista e crítica de tudo o que me ronda. De uma busca por uma evolução mental e espiritual. De uma incontrolável necessidade de não ser um mero mortal que apenas transita por essa vida. Que não a vive com a intensidade e a sinceridade que tanto necessita para ter siginificação.!

Nenhum comentário:

Postar um comentário